A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou a criação de um grupo de trabalho dedicado a analisar informações sobre o conglomerado Master, a Reag e outras entidades ligadas ao caso. A decisão, aprovada pelo Comitê de Gestão de Riscos (CGR), ocorre após a liquidação do Banco Master e em meio a investigações da Polícia Federal e do Banco Central sobre suspeitas de fraudes financeiras.

Os trabalhos do grupo terão início em 9 de fevereiro, com um prazo estimado de três semanas para conclusão. Ao final, um relatório será produzido para apreciação e deliberação pelo comitê. A CVM afirma que a iniciativa faz parte de seus mecanismos regulares de governança e visa dar continuidade ao acompanhamento institucional do caso, consolidando fatos e processos para um diagnóstico mais preciso.

O contexto inclui a liquidação do Banco Master, decretada pelo BC em novembro de 2025, e os pagamentos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já totalizam R$ 36 bilhões aos credores do conglomerado. O FGC também estima pagar R$ 6,3 bilhões relacionados ao Will Bank, outra instituição ligada ao Master.

As investigações também se concentram na atuação da Reag na administração de fundos de investimento. O Banco Central descreveu uma estrutura complexa onde recursos circulavam entre fundos para inflar patrimônios artificialmente e mascarar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. A CBSF Distribuidora (antiga Reag Trust DTVM) foi liquidada extrajudicialmente pelo BC em janeiro de 2026.