Os preços do ouro e da prata registaram fortes altas nos mercados internacionais nesta segunda-feira, 5 de janeiro, impulsionados pela crescente instabilidade política na Venezuela. A retirada do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos elevou a procura por metais preciosos como activos de refúgio seguro.

Por volta das 10h25 (horário de Brasília), o ouro subia 2,03%, cotado a US$ 4.417 por onça-troy. A prata, por sua vez, registou uma valorização ainda mais expressiva de cerca de 5,45%, atingindo um novo recorde histórico de US$ 74,80 por onça.

Em períodos de crise geopolítica, investidores tendem a direccionar recursos para activos considerados reservas de valor, como o ouro e a prata. Estes metais são vistos como uma protecção contra a incerteza, especialmente em ambientes de taxas de juro baixas.

“Os investidores gostam de assumir riscos, mas querem ter uma protecção garantida. Trata-se de confiança com uma garantia, não de euforia”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management, à Associated Press.

Outros metais, como o cobre, também reagem a este cenário, influenciados pela maior percepção de risco e pelo papel estratégico dos recursos naturais para a segurança energética e industrial.

Petróleo mostra volatilidade

Enquanto isso, os preços do petróleo apresentaram volatilidade. Apesar do anúncio do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de que pretende abrir o sector petrolífero da Venezuela para grandes empresas americanas, as cotações iniciaram o dia em queda.

O petróleo Brent chegou a cair cerca de 1%, para aproximadamente US$ 60 o barril, mas recuperou parte das perdas posteriormente. O petróleo americano (WTI) seguiu trajectória semelhante.

A situação política reduziu o risco de um bloqueio prolongado às exportações de petróleo venezuelano. “Isso reduz a probabilidade de um bloqueio prolongado às exportações de petróleo do país, que podem voltar a fluir sem restrições em breve”, afirmou Bjarne Schieldrop, analista do banco SEB, à agência France Presse.

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas a sua produção actual é de cerca de um milhão de barris por dia.

Fonte: G1