Em 2022, a chapa Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) surpreendeu o cenário político ao unir forças históricas da oposição. A estratégia de uma frente ampla foi vitoriosa, consolidando uma parceria que, quatro anos depois, mantém uma relação pública harmoniosa, com trocas frequentes de elogios entre presidente e vice.

No entanto, a reeleição de 2026 parece trazer novos ventos. Lula sinaliza que a vaga de vice-presidente está aberta para negociações, especialmente com partidos de centro como o MDB. O objetivo é claro: ampliar alianças, fortalecer palanques estaduais e municipais, e maximizar o tempo de propaganda eleitoral. Esta movimentação não é vista necessariamente como um ato contra Alckmin, mas como uma manobra tática para expandir a base de apoio do governo.

Do outro lado do espectro político, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro se consolida como a mais competitiva na oposição, segundo pesquisas recentes. O debate sobre seu potencial vice já começou, com nomes como Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, e Tereza Cristina (PP), senadora pelo Mato Grosso do Sul, sendo os mais citados. A preferência de setores do PL, partido de Flávio, parece inclinar-se para uma mulher na chapa.

Enquanto isso, figuras como Kassab (PSD) já descartaram publicamente a possibilidade de aceitarem a vaga na chapa de Lula, e setores do MDB reagem com cautela aos rumores, vendo neles uma possível estratégia para desgastar alianças da oposição nos estados.

Para analisar a viabilidade de todas estas estratégias eleitorais, o podcast O Assunto recebeu o cientista político Fernando Abrucio, professor da FGV-EAESP e comentarista da GloboNews. A discussão aborda a situação de Alckmin no governo, as motivações de Lula nas conversas com o centro, e uma avaliação dos nomes que circulam em torno de Flávio Bolsonaro.

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery.