O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta sexta-feira (16), de uma cerimônia na Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro, para comemorar os 90 anos de criação do salário mínimo no país. Durante o evento, que contou com o lançamento de uma medalha comemorativa, Lula afirmou que a realização não era uma “apologia ao valor do salário mínimo”, pois considera o piso nacional “muito baixo” e defendeu a necessidade de reajustá-lo.

O presidente aproveitou a ocasião para defender as empresas estatais e reforçar a importância da soberania nacional. “O fato de você utilizar papel brasileiro, tinta, tudo brasileiro e trabalhador brasileiro é símbolo de que exercemos uma parte da nossa soberania. Um dinheiro de um país não pode ser feito em outro país, tem que ser feito por nós, é uma coisa sagrada”, declarou. Lula também expressou orgulho por não ter permitido a privatização da Casa da Moeda, valorizando-a como uma empresa pública.

Em seu discurso, Lula ainda criticou o uso da inteligência artificial no cotidiano e o crescimento das fake news, temas que têm sido recorrentes em suas falas, especialmente em um contexto pré-eleitoral. As empresas de apostas online, conhecidas como bets, também foram alvo de críticas. O petista elogiou os esforços do Banco Central para que essas empresas paguem impostos no Brasil, associando-as a problemas como a corrupção e a publicidade excessiva no futebol.

O salário mínimo foi instituído em 1936, durante o governo de Getúlio Vargas, como uma resposta às más condições de trabalho da época. Desde 1º de janeiro de 2026, o valor vigente é de R$ 1.621, representando um reajuste de 6,7% em relação ao piso de 2025 (R$ 1.518). Os ajustes anuais são calculados com base na inflação dos últimos 12 meses e no crescimento real do PIB de dois anos antes.