O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou como “muito grave” a fraude envolvendo o Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central após a identificação de graves irregularidades. Haddad defendeu a necessidade de rastrear e recuperar integralmente o dinheiro desviado.
Em entrevista à Band News, Haddad expressou perplexidade com a dimensão do caso: “Fico perplexo com o tamanho que o problema atingiu, uma proporção absurda. Espero que as investigações levem aos responsáveis. Está sendo visto como a maior fraude bancária da história do Brasil. Alguém tem que tomar a providência de recuperar esse dinheiro, de rastrear, e colocar em pratos limpos o que aconteceu. É muito grave”.
O ministro afirmou que o Ministério da Fazenda tomou conhecimento do problema no Master apenas em 2025, quando Gabriel Galípolo assumiu a presidência do Banco Central. Haddad avaliou que Galípolo “herdou um abacaxi” e recebeu uma “crise já instalada”, mas que “tomou as medidas necessárias”, incluindo o envolvimento do Ministério Público e da Polícia Federal quando necessário.
O Banco Master foi liquidado em novembro de 2025 após o BC identificar uma profunda crise de liquidez. Em depoimento, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, revelou que o banco possuía apenas R$ 4 milhões em caixa no momento da liquidação, valor considerado incompatível para uma instituição de médio porte.
As investigações apontam que o BRB adquiriu R$ 12 bilhões em carteiras de crédito “podres” do Master, operações sem garantias financeiras adequadas. Segundo Aquino, o BRB pode necessitar de mais de R$ 5 bilhões para cobrir o rombo gerado por essas transações.