O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que cerca de 600 mil credores do Banco Master já solicitaram o ressarcimento de suas garantias, de um universo estimado de 800 mil pessoas com direito ao benefício. O pagamento dos valores, que começou nesta segunda-feira (19), é feito de forma única e respeita o teto de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Segundo o balanço divulgado pelo fundo, dos 600 mil pedidos registrados, aproximadamente 400 mil credores já concluíram todo o processo, incluindo a validação de identidade, e estão na fila para receber o dinheiro. O FGC possui liquidez de R$ 125 bilhões para honrar os compromissos.
Ritmo de Atendimento e Validação
O aplicativo do FGC processa, em média, 11,8 mil pedidos por hora, o equivalente a cerca de 3 solicitações por segundo. O fundo alerta que acessos simultâneos em momentos de pico ainda podem causar lentidão pontual no sistema.
Para a validação da identidade no aplicativo, são aceitos os seguintes documentos: RG (com CPF), Carteira Nacional de Identidade (CIN), CNH física ou digital, RNE e CRNM. O FGC reforçou que houve recusas em tentativas de validação por biometria com documentos que não continham o CPF.
Alerta Contra Golpes
O FGC emitiu um alerta importante para tentativas de golpe relacionadas ao processo. A instituição afirmou que não cobra taxas, não antecipa pagamentos, não transfere créditos e não utiliza intermediários. Além disso, nenhum contato oficial é feito por WhatsApp ou SMS.
“Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, afirmou o presidente do fundo, Daniel Lima.
Quem Tem Direito e Valores Envolvidos
Têm direito à cobertura do FGC, limitada a R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição, os titulares de:
- Certificados de Depósito Bancário (CDB) e Recibos de Depósito Bancário (RDB)
- Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
- Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, sempre respeitando o teto. Produtos como debêntures, CRIs, CRAs e fundos de investimento não são cobertos pelo FGC.
O valor total a ser pago em garantias no caso Master foi revisado para R$ 40,6 bilhões, abaixo da projeção inicial de R$ 41,3 bilhões. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de dezembro de 2025, após enfrentar graves dificuldades financeiras.