A praga quarentenária Amaranthus palmeri, conhecida como caruru-palmeri ou caruru-gigante, foi identificada pela primeira vez no estado de São Paulo. A detecção ocorreu em uma propriedade rural na região de São José do Rio Preto, conforme divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Até então, a presença desta planta invasora no Brasil estava restrita a estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Diante da descoberta, a área afetada foi imediatamente interditada. Foi proibida a saída de qualquer material vegetal da espécie, resíduos de limpeza, produtos vegetais, fragmentos de solo e restos de culturas, como grãos.

A colheita de soja no talhão contaminado só será permitida após a completa erradicação da praga, com todo o processo sendo monitorado pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo.

O que é a caruru-palmeri e por que é tão perigosa?

O caruru-palmeri é considerado uma das plantas daninhas mais agressivas e de controle mais difícil do mundo. Suas principais características incluem:

  • Resistência múltipla: A planta desenvolve resistência a herbicidas com diferentes modos de ação, tornando o controle químico extremamente desafiador.
  • Alta competitividade: Cresce rapidamente e compete agressivamente por água, luz e nutrientes, podendo causar perdas significativas na produtividade das culturas, especialmente da soja.
  • Grande capacidade de propagação: Uma única planta pode produzir centenas de milhares de sementes, que são facilmente dispersas por maquinários agrícolas, implementos, sementes de outras culturas e até pela água.
  • Alta adaptabilidade: Consegue se estabelecer em diversos tipos de solo e condições climáticas.

Detectada pela primeira vez no Brasil em 2015, no Mato Grosso, sua disseminação representa uma séria ameaça à agricultura nacional, exigindo rigorosas medidas de contenção e monitoramento por parte dos órgãos de defesa sanitária.