Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (16) que seu pai passou mal na cela onde está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo ele, o ex-presidente segue sendo monitorado após o episódio.
“Fui informado há pouco que o Presidente @jairbolsonaro passou mal novamente hoje à tarde e segue sendo monitorado após o ocorrido. Infelizmente não tenho mais informações! Sem palavras!”, escreveu Carlos em suas redes sociais.
Bolsonaro está detido no Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), conhecido como “Papudinha”, desde 15 de janeiro, após transferência da Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília.
Condições da prisão
De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), a cela ocupada pelo ex-presidente é idêntica à que abriga Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF. O espaço tem capacidade para quatro pessoas, mas será utilizado exclusivamente por Bolsonaro.
Na decisão de transferência, o ministro Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”.
O magistrado também autorizou o deslocamento imediato do ex-presidente para hospitais em caso de urgência, com comunicação obrigatória ao STF em até 24 horas após a ocorrência.
Estrutura da Papudinha
O edifício localiza-se a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, com capacidade para 60 detentos. Até o início de novembro, 52 pessoas cumpriam pena no 19º Batalhão da Polícia Militar.
A unidade possui oito celas no formato de alojamentos coletivos, cada uma com banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala. Todas as instalações foram reformadas em 2020, segundo a Polícia Militar.
Os presos têm direito a itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas definidos pela administração penitenciária, além de acesso a televisores e equipamentos de ventilação mecânica. A unidade conta ainda com sala exclusiva para atendimento de advogados, consultório médico interno e área para práticas esportivas.
Bolsonaro também poderá realizar sessões de fisioterapia nos horários indicados por seus médicos, mediante cadastramento prévio do profissional e comunicação ao STF. O ex-presidente receberá diariamente alimentação especial, com entrega supervisionada por pessoa indicada pela defesa.