Ronaldo Caiado, governador de Goiás, confirmou que o PSD terá candidatura própria para a eleição presidencial de 2026. Em entrevista ao lado do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Caiado detalhou os motivos que o levaram a trocar o União Brasil pelo partido presidido por Gilberto Kassab em pleno ano eleitoral.
“Hoje tem-se um partido que temos a certeza absoluta de que teremos um candidato à Presidência da República”, declarou Caiado durante entrevista conjunta ao Estúdio i, da GloboNews.
O governador de Goiás afirmou que sua decisão de filiação está diretamente ligada à disputa presidencial. Agora, ele se junta aos governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR) como possíveis presidenciáveis do PSD, movimento que altera significativamente o cenário eleitoral para 2026 e impacta as articulações dos palanques estaduais.
Caiado confirmou que o partido terá um candidato em outubro e que, independentemente de quem seja escolhido, contará com o apoio dos demais. Há compromisso de participação na campanha do escolhido, mas não há acordo prévio sobre a vice-presidência.
“Não, não tem esse compromisso [de ser vice], não. O nosso compromisso é de os outros que não foram escolhidos, lógico, uma vaga, eles ficarão na campanha daquele que for levar a bandeira do PSD”, explicou o governador.
Caiado, que se considera “calouro” entre os presidenciáveis do partido, defende uma estratégia com múltiplas candidaturas de centro-direita no primeiro turno como caminho para derrotar o presidente Lula (PT).
“Essa tese de que, tendo número maior de pré-candidatos ou de candidatos no primeiro turno, é o que realmente é a estratégia correta, mais inteligente que se tem”, argumentou.
Segundo análise política, a filiação de Caiado ao PSD representa uma tentativa de construir uma alternativa de centro-direita sem vinculação ao bolsonarismo. O movimento é considerado o mais relevante no campo da direita desde o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em dezembro passado.
A decisão também é interpretada como sinalização de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estaria se afastando da disputa presidencial. Analistas avaliam que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, não faria o movimento ousado de filiar Caiado se ainda apostasse na candidatura de Tarcísio.