O tradicional cafezinho quente está a perder terreno entre os mais jovens. Para a geração Z, o ritual de uma chávena simples de café pode parecer antiquado e pouco atrativo. A preferência está a deslocar-se claramente para bebidas geladas, misturadas e altamente personalizáveis.

Esta mudança de hábitos é impulsionada por uma busca por experiências sensoriais mais complexas e pela influência das redes sociais, onde bebidas visualmente impressionantes e cheias de camadas se tornam virais. Latte gelado, frappuccinos, cold brew com leites vegetais e uma infinidade de xaropes e toppings dominam as escolhas.

O mercado do café está a adaptar-se rapidamente a esta nova realidade. As cafetarias e as grandes cadeias estão a expandir os seus menus de bebidas frias, muitas vezes com preços superiores ao do café tradicional. A indústria vê nesta tendência não o fim do café, mas uma evolução e diversificação do seu consumo.

Enquanto as gerações anteriores podem ver o café como um combustível ou um ritual matinal simples, para muitos da geração Z, trata-se de uma experiência de consumo completa – refrescante, fotogénica e alinhada com um estilo de vida que valoriza a personalização e a novidade.