O Banco de Brasília (BRB) informou nesta terça-feira (3) que entregou à Polícia Federal e ao Banco Central um relatório preliminar com “achados relevantes” produzido por um escritório especializado em auditoria contratado pela instituição.

O documento foi elaborado pelo escritório Machado & Meyer, com o suporte da empresa Kroll, e apura operações relacionadas a fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito adquiridos pelo banco.

“Prezando pela transparência e dever de colaboração com as autoridades competentes, a fim de confirmar eventuais atos ilícitos, o Banco BRB informa que entregou o relatório à Polícia Federal (PF), na última quinta-feira, 29/01/2026. O mesmo relatório também foi entregou na data de ontem, 02/02/2026, ao Banco Central”, diz o comunicado oficial.

A divulgação ocorre no mesmo dia em que a jornalista Míriam Leitão, de “O Globo” e da GloboNews, noticiou que a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar indícios de gestão fraudulenta no BRB. O novo inquérito foi autorizado pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, e encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O banco estatal controlado pelo Governo do Distrito Federal fez uma proposta de compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em março de 2025. O BRB também pagou cerca de R$ 12 bilhões por carteiras de crédito sem garantia vendidas pelo Master, instituição alvo de uma série de apurações por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias.

Segundo investigações já realizadas, o prejuízo do BRB nas operações pode chegar a R$ 5 bilhões.

Na nota divulgada, o BRB afirmou que, em razão do que foi apurado na auditoria contratada, tem adotado uma série de medidas institucionais, administrativas, judiciais e extrajudiciais para “recuperar seus créditos e ativos e ver ressarcidos os prejuízos causados pelos agentes relacionados à Operação Compliance Zero”.

O banco ressaltou que “segue sólido e reafirma seu compromisso com a preservação de seu patrimônio, de seus clientes e do desenvolvimento econômico e social de Brasília e região”.