O Brasil entrou para a história do esporte mundial neste sábado (14) com a conquista da primeira medalha de ouro em Jogos Olímpicos de Inverno. O feito inédito foi alcançado pelo esquiador Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, na prova de slalom gigante dos Jogos de Milão-Cortina 2026, na Itália.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou publicamente a conquista histórica, declarando nas redes sociais que Braathen “entra para sempre na história do esporte brasileiro”. Lula destacou que “o resultado inédito mostra que o esporte brasileiro não tem limites” e representa “o reflexo de talento, dedicação e do trabalho contínuo de fortalecimento do esporte em todas as suas dimensões”.

Lucas Pinheiro dominou a competição desde a primeira descida, assumindo a liderança com tempo de 1m13s92 – 0s95 à frente do suíço Marco Odermatt, segundo colocado. Na descida final, o brasileiro confirmou o favoritismo e terminou com tempo total de 2min25s00, mantendo vantagem de 0s58 sobre o adversário suíço.

Outro brasileiro em ação na prova, Giovanni Ongaro, de 22 anos, terminou na 31ª colocação com tempo de 2min34s15, em sua primeira participação olímpica.

O caminho até o ouro histórico teve particularidades marcantes. Nascido em Oslo, Noruega, Lucas é filho de mãe brasileira e trocou a nacionalidade no esqui alpino em 2024, após competir pela Noruega nas Olimpíadas de Pequim 2022. Desde que passou a defender o Brasil, acumulou conquistas em etapas da Copa do Mundo, mas o objetivo máximo sempre foi levar um país tropical ao pódio olímpico de inverno – missão cumprida com maestria em Milão-Cortina.

A vitória de Braathen representa não apenas um marco esportivo, mas também simboliza a superação de barreiras geográficas e culturais, provando que o talento brasileiro pode brilhar em qualquer modalidade e em qualquer condição climática.