O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que monitora e se prepara para um eventual aumento do fluxo migratório de venezuelanos em Roraima. A medida segue-se à ação militar de grande escala realizada pelos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, conforme anunciado pelo governo americano.

O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência no Palácio do Itamaraty, em Brasília, para tratar da situação no país vizinho e seus possíveis impactos no território nacional. A fronteira entre Brasil e Venezuela, localizada em Pacaraima (RR), encontrava-se fechada na manhã deste sábado (3), com a presença de militares e bloqueios de acesso.

A Venezuela enfrenta uma prolongada crise política, econômica e social, e o Brasil é o terceiro país da América Latina que mais recebe refugiados e migrantes venezuelanos, atrás apenas da Colômbia e do Peru. Roraima é a principal porta de entrada para essas pessoas que buscam melhores condições de vida.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou que o conflito deve ter impactos na saúde pública e potencialmente aumentar o fluxo de pessoas na região de fronteira. Ele afirmou que o Ministério da Saúde, o SUS em Roraima, a Força Nacional do SUS e as equipes de Saúde Indígena já estão mobilizados para mitigar os efeitos da crise.

O ataque foi confirmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em rede social, que declarou ter capturado Maduro e sua esposa, retirando-os do país por via aérea. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, disse não saber o paradeiro de Maduro e exigiu uma prova de vida. A capital Caracas foi atingida por uma série de explosões na madrugada de sábado.

Fonte: G1