Brasil e Índia deram um passo significativo na cooperação estratégica com a assinatura de um acordo sobre minerais críticos e terras raras. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova Délhi.
O entendimento visa ampliar a colaboração bilateral em recursos minerais essenciais para tecnologias de ponta, incluindo veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e sistemas de defesa.
Em seu discurso, o presidente Lula destacou que o acordo representa um avanço na parceria estratégica entre as duas nações, fortalecendo a cooperação em energia renovável e transição energética. “Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, afirmou.
Lula também ressaltou o papel dos dois países na Aliança Global para Biocombustíveis, assegurando espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética mundial.
O primeiro-ministro Modi classificou o acordo como “um passo importante para construir cadeias de suprimento resilientes”, em um contexto global de busca por maior segurança no abastecimento destes recursos estratégicos.
O Brasil, detentor das segundas maiores reservas globais de terras raras, e a Índia, que busca reduzir sua dependência de fornecedores externos – notadamente a China –, encontram neste acordo uma convergência de interesses. A Índia tem investido na expansão da produção interna, reciclagem e diversificação de suas fontes de abastecimento.
A visita de Lula à Índia, que incluiu uma cerimônia oficial, homenagem a Mahatma Gandhi e reuniões de trabalho, também abordou a expansão do comércio bilateral. As trocas comerciais entre os países superaram US$ 15 bilhões em 2025, e a meta estabelecida é alcançar US$ 20 bilhões até 2030. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina.
Após a agenda na Índia, que incluiu participação em uma cúpula global sobre inteligência artificial, o presidente Lula seguiu para a Coreia do Sul para novas reuniões diplomáticas e um fórum empresarial.