O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (8) o envio de 40 toneladas de insumos de diálise para a Venezuela. A medida visa evitar um colapso no abastecimento que afetaria cerca de 16 mil pacientes renais crônicos no país vizinho, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A decisão foi tomada após o maior centro de diálise da Venezuela ter sido destruído durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos no último sábado (3), em Caracas. O ataque, que teve como objetivo capturar o presidente Nicolás Maduro, resultou em dezenas de mortes e danificou infraestruturas críticas, incluindo um centro de distribuição de medicamentos.
“Fazemos isso porque existe o que chamamos de solidariedade sanitária. A saúde tem que estar trabalhando junto, ainda mais quando se fala em um país vizinho”, afirmou Padilha em declaração no Palácio do Planalto. O ministro destacou ainda que a ação é também um gesto de gratidão, lembrando que a Venezuela auxiliou o Brasil durante a crise de oxigênio em Manaus, na pandemia de Covid-19.
O carregamento, composto por insumos para diálise e soluções fisiológicas, foi reunido a partir de doações de hospitais universitários e filantrópicos brasileiros. Um avião venezuelano deve recolher a carga nesta sexta-feira (9) no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
Padilha ressaltou que, além da solidariedade, a ajuda é uma questão de segurança sanitária regional: “Se o Brasil não ajuda, será afetado caso tenha um colapso do tratamento dos pacientes renais crônicos que fazem tratamento na Venezuela”.
Fonte: G1