O Brasil e a Coreia do Sul deram um passo significativo no aprofundamento das relações bilaterais com a assinatura de dez acordos de cooperação, abrangendo áreas como comércio e minerais críticos. O anúncio foi feito pelo presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, consolidando um plano quadrienal para fortalecer os laços políticos, econômicos e culturais entre as nações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o amplo potencial para parcerias em setores de alta tecnologia, incluindo semicondutores e inteligência artificial. “Há amplo espaço para cooperação em segmentos de alta tecnologia”, afirmou Lula, acrescentando que setores como a indústria de beleza e o audiovisual também podem ser impulsionados por novas colaborações.
Durante as discussões, os líderes abordaram temas como saúde, empreendedorismo, agricultura, ciência, tecnologia e o combate ao crime organizado transnacional. Lula também mencionou as negociações sobre a exportação de carne bovina brasileira para a Coreia do Sul, visando beneficiar os consumidores coreanos após a conclusão dos trâmites sanitários.
Esta visita de Estado de Lula à Coreia do Sul, a terceira do presidente ao país, simboliza um momento de maior peso político e diplomático. A expectativa é a assinatura de um “Plano de Ação 2026-2029”, que formalizará um nível estratégico de cooperação e refletirá a afinidade crescente entre os líderes, observada em encontros anteriores durante cúpulas do G7 e G20.
A Coreia do Sul é um parceiro econômico relevante para o Brasil, com investimentos anunciados de cerca de US$ 8,8 bilhões desde 2024, majoritariamente na indústria de transformação. O fluxo comercial bilateral atingiu US$ 10,8 bilhões no último ano, com superávit para o Brasil.
Além da dimensão econômica, a aproximação é impulsionada por um crescente intercâmbio cultural. O turismo brasileiro na Coreia do Sul registrou crescimento de 25% nos últimos anos, enquanto a popularidade da cultura coreana (K-pop, doramas, K-beauty) no Brasil fortalece os laços sociais entre os dois países.