O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília na tarde desta quarta-feira (7) após realizar uma bateria de exames neurológicos em um hospital particular. A saída temporária foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a pedido da defesa.

Bolsonaro passou por Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética e Eletroencefalograma de crânio no hospital DF Star. Os procedimentos foram solicitados para investigar as consequências de uma queda sofrida pelo ex-presidente na madrugada de terça-feira (6), dentro da sala onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

Inicialmente, a suspeita era de uma crise convulsiva, mas os exames não confirmaram essa hipótese. Segundo a equipe médica, Bolsonaro caiu ao tentar caminhar pela sala. A Polícia Federal havia informado que o médico da corporação atendeu o ex-presidente, constatou ferimentos leves e não viu necessidade imediata de transferência para um hospital, recomendando apenas observação.

A queda ocorreu seis dias após Bolsonaro receber alta de um tratamento médico para uma hérnia e um quadro de soluços. Conforme apurado pela TV Globo, o ex-presidente não pediu ajuda aos agentes no momento do acidente, e a lesão foi identificada apenas no dia seguinte.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. A ida ao hospital nesta quarta só foi possível após a autorização específica do STF, conforme protocolo estabelecido.

Entenda os exames realizados

Tomografia Computadorizada de Crânio: Exame de imagem que usa raios-x para gerar cortes detalhados da cabeça. Identifica fraturas, hemorragias, coágulos e tumores. É rápido e muito usado em casos de trauma.

Ressonância Magnética de Crânio: Utiliza campo magnético e ondas de rádio (sem radiação) para produzir imagens detalhadas do cérebro. Indicada para avaliar tumores, AVC, inflamações e lesões neurológicas.

Eletroencefalograma: Registra a atividade elétrica do cérebro através de eletrodos no couro cabeludo. Ajuda a diagnosticar epilepsia, distúrbios do sono e outras alterações neurológicas.

A combinação dos três exames oferece uma visão completa da anatomia e do funcionamento cerebral, sendo fundamental para um diagnóstico preciso.

Fonte: G1