Os economistas do mercado financeiro mantiveram em 3,91% sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA em 2026, conforme o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (9). A pesquisa, realizada com mais de 100 instituições, indica que o índice ficaria abaixo dos 4,26% registrados em 2025.
Para os anos seguintes, as projeções são de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028 e 2029. Desde o início de 2025, o regime de metas contínuas tem como objetivo central manter a inflação em 3%, com uma banda de tolerância entre 1,50% e 4,50%.
O controle da inflação é crucial para preservar o poder de compra da população, especialmente daqueles com renda mais baixa, pois evita que os preços subam mais rapidamente que os salários.
Projeções para a Taxa Selic
O mercado ajustou sua expectativa para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026, elevando a projeção de 12,00% para 12,13% ao ano. Para os encerramentos de 2027 e 2028, as estimativas foram mantidas em 10,50% e 10,00% ao ano, respectivamente.
Expectativas para a Atividade Econômica
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, a previsão dos analistas permaneceu estável em 1,82%. O resultado oficial para 2025, divulgado na semana passada pelo IBGE, foi de 2,3%. Para 2027, a projeção de expansão da economia segue em 1,8%.
Cenário Cambial
O mercado também revisou levemente sua estimativa para o câmbio, projetando o dólar a R$ 5,41 no fim de 2026, ante R$ 5,42 na semana anterior. Para o final de 2027, a expectativa para a moeda norte-americana se manteve em R$ 5,50.