O Banco Central (BC) iniciou uma sindicância interna para avaliar a condução do processo de liquidação extrajudicial do Banco Master. A auditoria, sigilosa, visa apurar eventuais falhas na fiscalização e na identificação de riscos que culminaram na intervenção na instituição do banqueiro Daniel Vorcaro.

A investigação foi determinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, após a liquidação do banco, em novembro do ano passado. O foco é compreender por que a área técnica demorou a detectar o aumento das operações de risco do Master, um fato considerado grave que exige documentação adequada.

O caso mobilizou diversas instituições, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). A liquidação extrajudicial, que encerra as atividades do banco e nomeia um liquidante para extinguir a instituição, foi justificada pelo BC devido à “situação econômico-financeira” e à “infringência às normas bancárias”.

O TCU chegou a questionar a decisão do BC, determinando uma inspeção sobre os documentos do processo. Após reunião entre os presidentes do TCU, Vital do Rêgo Filho, e do BC, Gabriel Galípolo, um acordo foi firmado. O Banco Central retirou seus recursos e as partes definiram que as próximas etapas serão diligências técnicas, e não uma inspeção formal, para analisar a documentação.