A decisão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de desistir da pré-candidatura presidencial e buscar a reeleição em São Paulo abriu uma disputa entre os partidos da base governista pela vaga de vice na sua chapa.

Atualmente, o cargo é ocupado pelo ex-prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth (PSD), que assumiu interinamente o governo em várias ocasiões durante viagens de Tarcísio. Internamente, o governador tem manifestado preferência pela manutenção de Ramuth para evitar desgastes políticos.

No entanto, a movimentação do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que declarou se sentir “privilegiado” se convidado para a vaga, acendeu o sinal de alerta em outras legendas. Kassab é o atual secretário de Governo e anunciou que deixará o cargo para se dedicar às articulações políticas do partido.

Além do PSD, outros nomes são cogitados. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual André do Prado (PL), e o MDB do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também disputam a posição. Em entrevista, Nunes afirmou que “o que o Tarcísio me pedir, não tenho como negar”, apesar de ter declarado anteriormente que não seria candidato em 2026.

Um fator que pesa a favor da manutenção do PSD na chapa é a capilaridade eleitoral do partido. Nas eleições municipais de 2024, o PSD conquistou 206 prefeituras no estado, o maior número entre os partidos da base, superando PL (104), Republicanos (84), MDB (66) e PP (47).

O prazo final para homologação das chapas e registro oficial de candidatura na Justiça Eleitoral é 15 de agosto.