O Banco Central do Brasil (BC) anunciou planos para revisar parte das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda este ano ou no início de 2027. A medida surge após o pagamento de mais de R$ 40 bilhões em garantias pelo FGC aos credores do Banco Master e do Will Bank, ambos em processo de liquidação extrajudicial.

O diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan, afirmou durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) que a agenda regulatória também incluirá novas normas para distribuição de títulos, medidas adicionais de prevenção a fraudes e uma possível revisão de tarifas.

Vivan reconheceu que o caso do Banco Master trouxe lições para o órgão, incluindo a duração do processo até a decretação da liquidação, que foi mais longa do que o desejado, e a complexidade de lidar com a magnitude das operações — o Master tinha 1 milhão de correntistas e o Will Bank quase 7 milhões.

Apesar dos problemas recentes, o diretor afirmou que o BC não identificou mudanças nas captações de outros bancos de pequeno e médio porte, limitando os impactos às instituições diretamente envolvidas.

O caso do Banco Master mobilizou diversas instituições, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF), com investigações que apuram possíveis fraudes, desvios de recursos e tentativas de interferência em decisões regulatórias.