O Banco Central (BC) determinou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição controlada pelo banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no polêmico Banco Master. A medida foi tomada devido ao agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a enfrentar dificuldades para honrar suas obrigações diárias.

Segundo o BC, a decisão também se baseou no descumprimento reiterado de normas e determinações da autoridade reguladora. O banco operava sob a marca Credcesta.

Augusto Lima é uma figura conhecida por suas ligações políticas na Bahia, mantendo relações com nomes petistas como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Foi Lima quem intermediou os contatos para a contratação do ex-ministro Ricardo Lewandowski como consultor jurídico do Banco Master e esteve presente na reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Lula no final de 2024.

A origem do Banco Pleno está no cartão de crédito consignado Credcesta, vinculado a uma rede estadual de supermercados da Bahia. Augusto Lima adquiriu a rede e, com ela, o lucrativo contrato de crédito consignado para servidores públicos estaduais, que financiava compras parceladas nos estabelecimentos.

Além do Banco Pleno, o BC também decretou a liquidação da corretora Pleno DTVM. A falência das instituições deverá impactar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por garantir depósitos e aplicações em CDBs de até R$ 250 mil. De acordo com o FGC, o Banco Pleno possui cerca de 160 mil credores, com garantias totais a pagar na ordem de R$ 4,9 bilhões.