O Banco Central (BC) apresentou esclarecimentos ao Tribunal de Contas da União (TCU) nesta segunda-feira (29) sobre a liquidação do Banco Master. A prestação de contas atende a um pedido do ministro Jonathan de Jesus, relator do caso no TCU, que questionou se a intervenção foi precipitada.
O caso, que também tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), envolve questionamentos sobre a condução do processo de liquidação e eventuais divergências técnicas entre dirigentes do Master e do BC. No sábado (28), o ministro Dias Toffoli, do STF, rejeitou um recurso do Banco Central que pedia acesso às informações que embasaram a decisão pela realização de uma acareação entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o diretor do BC Ailton de Aquino Santos.
Entenda o caso do Banco Master
As investigações sobre o Banco Master tiveram início em 2024 na Justiça Federal. A Polícia Federal apontou uma série de operações suspeitas entre o Master e o BRB, banco público do Distrito Federal.
Segundo as apurações, o Banco Master não possuía fundos suficientes para honrar títulos com vencimento em 2025. A instituição teria adquirido créditos da empresa Tirreno sem realizar qualquer pagamento e, em seguida, vendido esses mesmos créditos ao BRB por cerca de R$ 12 bilhões.
O Banco Central rejeitou a proposta de compra do Master pelo BRB e, em novembro de 2025, decretou a liquidação do banco. A decisão foi baseada, entre outros motivos, na falta de capital para honrar seus compromissos financeiros.
Fonte: G1