A Azul anunciou nesta terça-feira (28) o lançamento de uma oferta privada de títulos de dívida com vencimento em 2031, um movimento estratégico dentro do seu plano de reestruturação financeira pós-processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). A operação visa quitar dívidas emergenciais contraídas durante o processo e fortalecer o caixa da companhia.

Os títulos serão emitidos por uma subsidiária norte-americana da Azul, a Azul Secured Finance LLP, e contam com a garantia da holding e de outras empresas do grupo. Os recursos captados terão como principal destino o pagamento de um financiamento emergencial (DIP financing) realizado durante a recuperação judicial. Excedentes poderão ser aplicados na consolidação financeira de longo prazo da empresa.

Para assegurar o pagamento aos investidores, a Azul ofereceu como garantia ativos estratégicos, incluindo receitas do programa de fidelidade Azul Fidelidade, das operações da Azul Viagens e da Azul Cargo, além de marcas, propriedade intelectual e participações em subsidiárias.

A companhia ressaltou que a conclusão da oferta está sujeita às condições de mercado e não há certeza de sua finalização. Os títulos não serão oferecidos ao público no Brasil nem registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Paralelamente ao anúncio, agências de classificação de risco atualizaram suas avaliações. A Moody’s atribuiu nota B2 à companhia e aos novos títulos, enquanto a Fitch Ratings concedeu um rating esperado de B-. Ambas as classificações são consideradas de alto risco especulativo, mas com perspectiva estável, refletindo os avanços no plano de reestruturação aprovado pelo tribunal norte-americano.

Em comunicado, a Azul afirmou que continua cumprindo todas as etapas do plano de recuperação, mantendo suas operações regulares e o compromisso com a transparência perante investidores, funcionários e clientes.