A Azul Linhas Aéreas anunciou oficialmente a conclusão de seu processo de reestruturação financeira voluntária e a saída do Chapter 11, o mecanismo de recuperação judicial nos Estados Unidos. O plano de reorganização da companhia, confirmado pela Justiça norte-americana, já está em vigor.

Segundo comunicado divulgado pela empresa, a saída do processo foi marcada por um fortalecimento significativo do balanço patrimonial. A Azul conseguiu captar US$ 850 milhões em novos investimentos em ações e reduziu suas dívidas e obrigações de arrendamento em aproximadamente US$ 2,5 bilhões.

“Em menos de nove meses, concluímos uma reestruturação abrangente que fortaleceu significativamente nosso balanço e posicionou a Azul para a estabilidade de longo prazo. Estamos saindo do Chapter 11 com o apoio de alguns dos mais respeitados parceiros financeiros e estratégicos da aviação global”, afirmou John Rodgerson, CEO da Azul.

O processo contou com investimentos estratégicos de grandes players da aviação. A American Airlines e a United Airlines investiram US$ 100 milhões cada, recebendo em troca ações da companhia brasileira. Um acordo adicional com outros credores existentes aportou mais US$ 100 milhões, totalizando os US$ 300 milhões anunciados previamente.

Uma das estratégias centrais da reestruturação foi a conversão de parte das dívidas em ações, um movimento que, apesar de ter causado volatilidade no mercado acionário no início do ano, visa transformar credores em acionistas e aliviar o pagamento de juros.

Paralelamente ao processo financeiro, a Azul manteve sua operação robusta. A companhia opera cerca de 800 voos diários, com uma pontualidade de 85,1%, e atendeu 32 milhões de clientes em 2025. Sua frota é composta por 175 aeronaves, que conectam 130 cidades.

A conclusão bem-sucedida do Chapter 11 em um período considerado ágil para processos do tipo marca um novo capítulo para a Azul, que busca consolidar sua estabilidade financeira e sua posição no competitivo mercado da aviação.