A Azul Linhas Aéreas anunciou nesta quarta-feira (18) um acordo estratégico para um aporte de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) de duas gigantes norte-americanas do setor aéreo e de um grupo de credores. O investimento é parte do processo de recuperação judicial da companhia, iniciado nos Estados Unidos em maio de 2025.

Os acordos preveem que a American Airlines e a United Airlines aportarão US$ 100 milhões cada. Em contrapartida, as empresas devem receber ações da Azul, fortalecendo os laços estratégicos entre as companhias.

Outros US$ 100 milhões virão de um acordo com “determinados credores existentes”, conforme comunicado da empresa ao mercado, sem a identificação detalhada das partes envolvidas.

Este movimento faz parte de uma estratégia mais ampla da Azul para converter parte de suas dívidas em capital próprio. A companhia lançou uma oferta de R$ 7,4 bilhões em ações ordinárias e preferenciais, uma manobra que, ao aumentar o número de papéis em circulação, resultou em uma significativa desvalorização do preço unitário das ações no início do ano.

“A Azul manterá seus acionistas, clientes, tripulantes e o mercado informados sobre todos os desdobramentos relevantes do processo de reestruturação”, afirmou a empresa em comunicado.

Em dezembro de 2025, o Tribunal norte-americano aprovou o plano de reorganização da Azul, que contou com mais de 90% de aprovação dos credores elegíveis. A expectativa da companhia é concluir o processo já no início de 2026, após a finalização das transações que incluem a redução de mais de US$ 3 bilhões em dívidas, obrigações com arrendamentos, juros anuais e custos recorrentes com frota.

A companhia reforçou que o processo de recuperação judicial nos EUA permite que as operações continuem normalmente, enquanto os ajustes financeiros são realizados nos bastidores.