A Argentina registrou um superávit comercial de US$ 11,286 bilhões em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Indec). Este é o segundo ano consecutivo em que o país encerra com saldo positivo na balança comercial, um cenário que acompanha o superávit fiscal também anunciado recentemente para o mesmo período.

De acordo com o relatório, as exportações argentinas totalizaram US$ 87,077 bilhões no ano, enquanto as importações somaram US$ 75,791 bilhões. Apesar do resultado positivo, o valor ficou abaixo do recorde histórico de US$ 18,899 bilhões alcançado em 2024, ano marcado por uma forte queda nas importações e pela recuperação das exportações agropecuárias após um período de seca.

Em 2025, as exportações cresceram 9,3% na comparação anual. O desempenho foi puxado principalmente por produtos primários, que tiveram alta de 21,2%, seguidos por manufaturas de origem agropecuária (+2,7%) e manufaturas de origem industrial (+6%). O Brasil se mantém como o principal parceiro comercial da Argentina, com um fluxo bilateral significativo.

Paralelamente, o governo do presidente Javier Milei confirmou que o país também obteve superávit nas contas públicas pelo segundo ano seguido. A política de "déficit zero" resultou em um superávit primário de 1,4% do PIB e um superávit fiscal de 0,2% do PIB em 2025. Este ajuste foi sustentado por um forte corte nos gastos públicos, incluindo redução de subsídios e congelamento de orçamentos em áreas como educação, saúde e ciência.

O ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que a ordem nas contas públicas e o crescimento econômico devem permitir a redução de impostos. Enquanto os indicadores fiscais e comerciais mostram melhora, dados sociais indicam que a pobreza, que atingiu 52,9% da população no primeiro semestre de 2024, recuou para 31% no primeiro semestre de 2025.