O Palácio do Planalto prevê uma significativa renovação na Esplanada dos Ministérios nos próximos meses. De acordo com cálculos do governo, até 24 ministros podem deixar seus cargos para se candidatar nas eleições deste ano.
A legislação eleitoral estabelece que, para concorrer, os ministros precisam se desincompatibilizar até seis meses antes do pleito, ou seja, até 4 de abril. Essa regra acelera o cronograma de mudanças no primeiro escalão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já terá que fazer uma alteração iminente no Ministério da Justiça, após o pedido de desligamento do ministro Ricardo Lewandowski. No entanto, o Planalto já planeja possíveis substituições para outras 22 pastas, cujos titulares têm planos eleitorais. São elas:
- Casa Civil: Rui Costa (candidato ao Senado pela Bahia).
- Relações Institucionais: Gleisi Hoffmann (candidata à reeleição como deputada federal pelo Paraná).
- Secretaria de Comunicação: Paulo Pimenta (deve deixar o governo para coordenar o marketing da campanha à reeleição de Lula).
- Fazenda: Fernando Haddad (avalia concorrer ao Senado ou ao governo de São Paulo).
- Educação: Camilo Santana (candidato ao governo do Ceará).
- Transportes: Renan Filho (candidato ao governo de Alagoas).
- Esporte: André Fufuca (avalia concorrer ao Senado ou ao governo do Maranhão).
- Portos e Aeroportos: Silvio Costa Filho (planeja ser candidato ao Senado por Pernambuco).
- Integração Nacional: Waldez Goés (cotado para ser candidato a senador pelo Amapá).
- Planejamento: Simone Tebet (cotada a disputar uma vaga ao Senado por São Paulo).
- Meio Ambiente: Marina Silva (cotada para disputar uma vaga ao Senado).
- Cidades: Jader Filho (candidato a deputado federal pelo Pará).
- Agricultura: Carlos Fávaro (candidato à reeleição para o Senado por Mato Grosso).
- Pesca: André de Paula (candidato a deputado federal por Pernambuco).
- Igualdade Racial: Anielle Franco (avalia ser candidata à deputada federal pelo Rio de Janeiro).
- Desenvolvimento Agrário: Paulo Teixeira (candidato à reeleição como deputado por São Paulo).
- Empreendedorismo: Marcio França (avalia se candidatar ao governo ou a outro cargo por São Paulo).
- Minas e Energia: Alexandre Silveira (planeja ser candidato ao Senado por Minas Gerais).
- Direitos Humanos: Macaé Evaristo (deve ser candidata à deputada estadual em Minas Gerais).
- Povos Indígenas: Sonia Guajajara (candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo).
- Cultura: Margareth Menezes (Planalto avalia sua candidatura à deputada federal pela Bahia, mas ela ainda resiste).
- Desenvolvimento, Indústria e Comércio: Geraldo Alckmin (deve ser candidato à reeleição como vice-presidente ou disputar um cargo por São Paulo).
- Previdência Social: Wolney Queiroz (candidato a deputado federal por Pernambuco).
Em contrapartida, dois ministros que atualmente são deputados federais já anunciaram às suas equipes que não deixarão o governo para serem candidatos: Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e Alexandre Padilha, do Ministério da Saúde.
Essa movimentação em massa deve reconfigurar a equipe ministerial e testar a capacidade de articulação do governo em um ano marcado pela campanha eleitoral.
Fonte: G1 – Em ano eleitoral, mais de 20 ministros devem deixar o governo nos próximos meses