A Azul Linhas Aéreas concluiu sua saída do Chapter 11 (processo de recuperação judicial nos EUA) com uma nova estrutura societária. As companhias aéreas norte-americanas American Airlines e United Airlines investiram, cada uma, US$ 100 milhões e passam a deter, individualmente, 8% das ações da empresa brasileira.

O acordo com a American Airlines ainda aguarda aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com a conclusão do processo, que durou nove meses, a Azul reduz sua dívida em cerca de US$ 1,1 bilhão em empréstimos e financiamentos, além de uma queda de aproximadamente 40% nas obrigações de arrendamento de aeronaves.

Segundo o CEO da Azul, John Rodgerson, a United já era parceira há cerca de 12 anos. Com o novo acordo, ambas se tornam “acionistas de referência”, mas sem direito automático a indicar membros ao conselho administrativo.

Além do investimento financeiro, a parceria prevê a ampliação de acordos comerciais. A Azul mantém um codeshare (compartilhamento de voos) com a United e planeja estabelecer um modelo semelhante com a American Airlines, sujeito também à aprovação do Cade.

O processo de recuperação judicial resultou na captação de aproximadamente US$ 1,375 bilhão por meio da emissão de Notas Seniors e de US$ 950 milhões em compromissos de equity. A companhia também reduziu seus pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores ao Capítulo 11.