O Agibank anunciou uma redução superior a 50% no tamanho de sua oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos. A empresa agora planeja vender 20 milhões de ações, um corte significativo em relação à previsão anterior de aproximadamente 43,6 milhões de papéis.

A fintech será listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) sob o símbolo “AGBK”. A operação é coordenada por grandes bancos de investimento, incluindo Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, com a participação de outras instituições como Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale, XP Investimentos e Oppenheimer & Co.

O pedido de IPO havia sido protocolado junto à SEC (a CVM americana) em janeiro deste ano. Segundo documentos regulatórios, os recursos captados serão destinados a “propósitos corporativos gerais”, podendo também ser usados para aquisições ou investimentos em novos negócios, produtos ou tecnologias, embora a empresa afirme não ter acordos concretos neste momento.

Fundado em 1999 por Marciano Testa como Agiplan, o Agibank tem como principais acionistas as gestoras Vinci Compass e Lumina Capital Management. A Lumina é presidida por Daniel Goldberg, ex-presidente do Morgan Stanley no Brasil.

Os números mais recentes do banco, referentes ao acumulado até setembro de 2025, mostram uma base de cerca de 6,4 milhões de clientes ativos, uma carteira de crédito de R$ 34 bilhões, lucro líquido de R$ 875 milhões e um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio de 41%. O quadro de funcionários totalizava 5.030 pessoas.

Com esta operação, o Agibank se junta a outras empresas brasileiras do setor financeiro listadas nos EUA, como Nubank, XP, Inter, PagBank e StoneCo. O PicPay também protocolou documentação para um IPO em Nova York no início do ano.