O governo brasileiro projeta que o histórico acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) entre em vigor ainda no segundo semestre deste ano. A declaração foi feita pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante coletiva nesta quinta-feira (15).
A expectativa é que a assinatura definitiva do tratado ocorra neste sábado (17), no Paraguai, país que atualmente preside o bloco sul-americano. Após a assinatura, o texto seguirá para os processos de ratificação internos em cada nação envolvida.
“Assina no sábado. Depois de assinado, o Parlamento Europeu aprova e nós aprovamos, internalizando o acordo. A expectativa é de aprovação ainda neste primeiro semestre, para que ele entre em vigência no segundo semestre”, afirmou Alckmin.
O acordo, que criará a maior zona de livre comércio do mundo, envolve cerca de 700 milhões de pessoas. O ministro destacou a importância do tratado em um cenário global marcado por tensões.
“Em um momento de instabilidade geopolítica, com guerras e protecionismo exacerbado, os dois blocos dão um exemplo ao mundo de que é possível, por meio do diálogo e da negociação, avançar no livre comércio”, disse o vice-presidente.
No Brasil, o texto do acordo será encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação e, posteriormente, seguirá para sanção presidencial. O tratado só será considerado concluído quando ambas as partes — Conselho Europeu e países do Mercosul — internalizarem o texto, o que pode fazer com que a entrada em vigor ocorra em momentos diferentes entre os membros do bloco sul-americano.
Questionado sobre o impacto do acordo nas relações com os Estados Unidos, Alckmin avaliou que são agendas distintas e que o Brasil deve buscar ampliar o comércio com todos os parceiros. “O comércio aproxima os povos, estimula o turismo, a cultura e aproxima as nações”, concluiu.