O vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, comemorou nesta sexta-feira (9) a aprovação dos países da União Europeia para o acordo comercial com o Mercosul. A sinalização favorável abre caminho para a assinatura do tratado, após mais de 25 anos de negociações, embora ainda enfrente resistência, especialmente de agricultores franceses.

Segundo Alckmin, cerca de 30% dos exportadores brasileiros, o que equivale a aproximadamente 9 mil empresas, já vendem produtos para países da União Europeia. O acordo, considerado o maior do mundo em termos de zona de livre comércio, deve ser formalizado nos próximos dias no Paraguai, com vigência prevista para 2026.

“Este acordo fortalece o multilateralismo, o comércio entre os dois blocos, com regras, promove investimentos, devemos ter mais investimentos europeus no Mercosul, fortalece a sustentabilidade, porque Brasil assume compromisso de combate às mudanças climáticas. É ganha-ganha. Produtos mais baratos e de melhor qualidade”, afirmou o vice-presidente.

Alckmin explicou que, após a assinatura, o tratado precisa ser internalizado pelas leis nacionais. No Brasil, a aprovação depende do Congresso Nacional. “Nossa expectativa é fazer nesse semestre”, projetou. Questionado sobre a oposição de países como a França, ele reconheceu que “é difícil ter a unanimidade”.

O acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos globais, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões. Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de aproximadamente 451 milhões de consumidores, com impactos positivos não só para o agronegócio, mas também para diversos setores da indústria nacional.

De forma geral, o pacto prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de estabelecer regras comuns para comércio de bens, investimentos e padrões regulatórios.

Fonte: G1