A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) emitiu uma nota oficial repudiando com veemência as ameaças e ataques virtuais sofridos por jornalistas que cobriam a internação hospitalar do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, na sexta-feira (13 de março de 2026).

Os profissionais foram inicialmente hostilizados na portaria do hospital e, posteriormente, tornaram-se alvo de uma onda de ameaças e ofensas nas redes sociais. A associação classificou os atos como violência injustificável contra a imprensa em pleno exercício da sua função.

O episódio ganhou maior dimensão após o deputado Mario Frias (PL-SP) publicar um vídeo nas redes sociais expondo os jornalistas, acusando-os, sem apresentar provas, de “desejarem a morte” do ex-presidente. As imagens da cobertura não mostram qualquer declaração nesse sentido.

Apesar disso, a publicação resultou na exposição de dados pessoais dos repórteres e numa enxurrada de mensagens ofensivas. Profissionais de diferentes veículos de comunicação relataram ter recebido centenas de ameaças. O caso foi registrado na Polícia Civil do Distrito Federal, com prints dos comentários anexados ao boletim de ocorrência.

Na nota, a Abert pede uma apuração rigorosa e a punição dos responsáveis, reafirmando seu compromisso com a liberdade de expressão e o direito à informação. A associação, fundada em 1962, representa 3,2 mil emissoras de rádio e TV no país.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star após passar mal. Sua chegada ao local foi acompanhada por uma escolta de viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal.